Eduardo Lima é um artista plástico baiano, nascido em 1977 na cidade de Capim Grosso e radicado em Barreiras cidade do oeste baiano, lugar escolhido pelo artista devido a história e belezas naturais locais. Apaixonado pela arte e por suas raízes nordestinas ele retrata, por meio de pinceladas firmes e cores fortes, a simplicidade, o cotidiano, a ingenuidade e a cultura nordestina.

O sertão de Eduardo Lima tem muitas cores. Seus quadros têm como tema o cangaço, as festas populares, as mulheres nordestinas e a seca. É um sertão sem fronteiras, que começou a ser desbravado em Capim Grosso, cidade a 276 quilômetros de Salvador (BA).
O menino sertanejo fez os primeiros rabiscos na escola quando tinha por volta de oito anos. O pai Antônio, cearense, trabalhava em uma olaria e levava Eduardo, um de seus cinco filhos, o acompanhava muitas vezes. Barro e tinta se misturaram nas veias artísticas do garoto, que ainda não imaginava ser artista plástico.

Antes, foi frentista de um posto de gasolina onde ônibus clandestinos com retirantes faziam parada noturna. Nas horas vagas, antes de descobrir os pincéis e a tinta óleo, usava lápis e nanquim.

A pintura de tela surgiu tarde, por volta de seus 20 anos, a princípio, não tinha foco. Fazia o que o que as pessoas encomendavam: paisagens, cavalos, qualquer coisa. Pedidos que com o tempo passaram a incomodá-lo.

“Não tinha verdade no que eu fazia. Resolvi não trabalhar mais sob encomenda e me dedicar por conta própria ao cotidiano sertanejo” – conta.

Autodidata, Eduardo Lima aprendeu pintura nos livros, em consultas na internet e na troca de informações com colegas. As cores exuberantes visam tirar a ideia pré-concebida de que o sertão é miserável e mostrar a riqueza da região, o pintor baiano tem pelo menos mais duas fases marcantes: a de quadros sem feições e a de cultura quilombola.

“Passei a retratar personagens sem rostos para representar a figura do brasileiro de um modo geral” – explica.

Na fase mais recente, os quadros mostram personagens negros e altos. Influência de visitas às comunidades quilombolas.

Para o futuro, “Eu quero levar o meu trabalho o mais alto que eu puder levar”, afirma o artista.

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